28 de novembro de 2016

O bebé e os gatos

Tenho dois gatos, o Spider e o Nikito, muito mimalhos e muito habituados a serem os "nossos filhos", até ter nascido o Gabriel. Nunca tive receio da reacção deles quando o bebé nascesse e quando voltasse para casa do hospital, mas ouvi sempre durante toda a gravidez para ter cuidado com os gatos, para ter cuidado com os gatos e o bebé...aqueles comentários de quem se preocupa mas que não conhecem as nossas "feras" como nós, por isso não podemos levar a mal.


Quando o bebé nasceu, o pai trouxe para casa as  primeiras roupinhas para os gatos cheirarem, e segundo ele, não reagiram mal, nem ficarem inquietos. Quando o trouxemos o Gabriel para casa, pousamos o ovo no chão e deixamos os gatos cheirarem, com supervisão claro,  eles cheiraram, deram meia volta e foram à vida deles.
Quando o Gabriel está no sofá, volta e meia ele vão cheirá-lo, mas ele mexe-se e eles fogem logo...só quando ele chora é que os gatos ficam mais inquietos.


 O Nikito e o Spider respeitaram sempre o espaço dele, e o nosso..estão sempre por perto, mas nunca perto perto se me faço entender. Continuam a receber mimos, o que é sempre importante porque eles não deixam de existir com a chegada de um bebé, e continuam a fazer a vidinha deles. Não houve mudanças bruscas das rotinas e hábitos deles, por isso posso dizer ficou tudo igual, só que antes éramos quatro e agora somos cinco!

Devemos ter sempre cuidado porque os animais são imprevisíveis, porque não falam...mas também acho que devemos conhecer os nossos animais...se eles forem muito inquietos, se forem agressivos, se forem repentinos temos que ter ainda mais cuidado...mas um bebé nunca é desculpa para de desfazerem de um animal, ou para tratar mal um animal, porque antes do bebé eles já lá estavam e com amor e cuidado tudo se resolve.

Esta é a minha opinião, e vale o que vale, mas tenho certeza que quando o Gabriel for mais crescido vai amar estes gatos como nós...e faz tão bem às crianças crescerem com animais!

Beijinhos****


18 de outubro de 2016

O parto...aquele momento....

Desde o dia 11 de agosto que sentia que qualquer coisa não estava bem (coisas de gaja), sentia algumas dores no fundo da barriga mas nada de especial, sem contrações, mas sentia que estava com um corrimento fora do normal, mas pensei "deve ser da tua cabeça Helena". De tanto falar nisso ao Pai e de ele já estar farto de me ouvir, lá fomos dia 13, às 10 da manhã ao Hospital para tirar as teimas (achávamos que ia ser rápido porque não era nada, porque estava previsto para dia 23), mas afinal tinha uma ruptura de membrana no cimo da barriga, e depois de me fazerem o toque lá se rebentaram as águas. Lembro-me perfeitamente da enfermeira super simpática dizer  "hoje vai ficar aqui connosco", e eu com um misto de alegria e susto lá fui na cadeira de rodas até à Enfermaria onde estive 12 horas.


Até às 16h da tarde não se passava nada comigo, ouvia as outras senhoras ao meu lado a gritar com dores e estavam lá à menos tempo que eu, mas eu não sentia nada...íamos tirando umas fotos e vídeos para passar o tempo...diziam que eu tinha muita tolerância à dor porque não sentia as contrações e mantinha os 5 dedos de dilatação (tinha 3 à cerca de um mês antes).  A Enfermeira, outra muito simpática também, ia-me perguntando como é que eu queria fazer, se queria epidural ou não, que caso quisesse para não demorar a pedir (por causa das mudanças de turno do pessoal).

Lá para as 17h tiveram que me rebentar uma membrana que faltava (senti uma dor que nem é bom vos contar) e a partir daí começei a sentir umas pontadas no fundo da barriga e algumas contrações toleráveis e decidi então pedir a epidural...que aparentemente correu bem...fiquei um pouco zen mas lá para as 20h30 começei a sentir muitas dores e nem com os reforços da epidural a coisa melhorava....acharam anormal eu sentir tantas dores, até chamaram de novo a anestesista, mas com mudança de turno a começar, quando esta apareceu já o meu Gabriel estava com a cabeça pronta para sair....lá fui eu para a sala de partos lá para as 21h30.

Não larguei mais a mão ao Pai e pedi às duas enfermeiras que estiveram comigo durante o dia para ficarem comigo (porque iam sair às 22h), queria caras familiares à minha beira (estava com medo claro) e elas muito simpaticamente ficaram comigo até ao fim, até mesmo depois de terem entrado as outras enfermeiras do turno seguinte e do Gabriel já ter nascido.

Eu estava tão atordoada de dores que parecia que estava noutro planeta, pediam-me para puxar eu nem sabia bem o que estava a fazer, só sei que quando vi a ventosa fechei os olhos com medo e quando os voltei a abrir tinha uma coisinha em cima de mim e eu ainda  estava atordoada, mas lembro-me de olhar para o Pai com a lágrima no canto do olho e olhar para o Gabriel e dizer "olá! Bem-vindo...és o nosso menino!"

Depois dos pontos (parte nada fácil), deram-nos cerca de uma hora e tal para curtir o nosso bebé em condições e interiorizar que a nossa vida nunca mais ia ser a mesma....;)

"nós fizemos isto"; "é tão lindo"; "somos pais agora"......

Beijinhos****